Desafio Hub MG e Seed Gov:
36: Como conectar a oferta de produtos sustentáveis do turismo mineiro com a demanda?
Início 23/10/2022
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Fim 21/11/2022
descrição
O turismo vive com grandes incertezas relacionadas aos impactos da emergência de saúde pública declarada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no dia 11 de março de 2020, causando uma crise sem precedentes em diversos aspectos da sociedade e também na economia (Gretzel et al., 2020). De acordo com a Organização Mundial do Turismo (OMT), o impacto da COVID-19 no turismo poderá resultar numa queda de 58% a 78% no número de chegadas de turistas internacionais e colocando entre 100 a 120 milhões de empregos diretos em risco, sendo a principal crise do setor desde 1950. Dentre os fatores considerados como fundamentais para a retomada do setor, encontram-se novos modelos de negócios, inovação, digitalização e sustentabilidade (OMT, 2020).
Em relação à sustentabilidade, por um lado, a crise fará com que os governos e empresas priorizem a existência da economia do turismo através de apoio financeiro e desregulamentações na atividade turística. As empresas acabarão seguindo diferentes direções para a sobrevivência, prejudicando os esforços de sustentabilidade. O turista buscará experiências de menor preço, impactando diretamente na sustentabilidade dos destinos enquanto os moradores poderão criar aversão aos turistas, prejudicando o intercâmbio entre esses grupos e gerando conflitos. Do outro lado desse movimento, as empresas que não sobreviverem, devem apostar em novos modelos de negócios e o caminho da sustentabilidade pode ser uma alternativa, criando produtos mais inovadores. Outros turistas poderão se preocupar mais com práticas de um mundo mais justo e sustentável, fortalecendo esse segmento (Zenker & Kock, 2020). Muitos destinos, antes da crise do COVID-19 já enfrentavam grandes problemas com o desenvolvimento insustentável do turismo, recebendo turistas acima da capacidade do destino e com a crise, agora sofrem pela falta deles (Romagosa, 2020).
As mudanças e impactos gerados pela crise da COVID-19 afetaram a maneira de se relacionar com os atores do turismo. Por isso, é essencial que os serviços e produtos mineiros voltados à sustentabilidade possam ser divulgados e trabalhados para o público final. Sabe-se que há produtos e iniciativas espalhadas por Minas Gerais, mas não há uma centralização das informações que possibilitem com que o Estado possa trabalhar de forma efetiva e positiva para o turista. Sendo assim, a criação de soluções que possam mapear e disponibilizar os produtos para o público interessado pode ser uma grande oportunidade de inserção de comunidades dentro do turismo, gerando renda e desenvolvimento social, além da valorização cultural.
No momento, a SECULT não conta com recursos e expertise para a elaboração de soluções tecnológicas para mitigar o problema. A Secretaria também acredita que algumas ações voltadas ao mercado são mais bem trabalhadas pelos prestadores de serviços e a criação de uma ponte direta entre o produtor e o consumidor a partir de soluções do próprio mercado pode ser mais efetiva.
Benefícios esperados:
De forma geral, espera-se que o projeto possibilite a entrega de uma solução que integre os produtos e roteiros turísticos disponibilizados pela cadeia produtiva, especialmente no turismo de base comunitária, fazendo com que produtores e prestadores de serviço possam ter mais oportunidades de venda e comercialização para o turismo. Como consequência, espera-se um maior desenvolvimento socioeconômico, bem como uma valorização cultural da mineiridade, fazendo com que o turismo possa ser trabalhado de forma sustentável.
Como produto específico, elencamos as seguintes entregas:
Solução para coleta de dados sobre a oferta de produtos sustentáveis em Minas Gerais;
Solução para entrega de plataforma virtual que possibilite o acesso aos produtos sustentáveis pelos turistas.
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